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Os donos da riqueza mundial acima da crise

March 12, 2012

Ao que parece a crise ficou para trás e a prosperidade retornou. É o que se constata lendo os dois importantes relatórios recentes sobre a riqueza mundial (vejam as referências e a matéria completa na Web de Attac.fr).

Após a borrasca de 2008, a bonança que se anunciou em 2009 confirmou-se. Em 2010, o número de ricos e ultrarricos no mundo alcançou 11 milhões para um patrimônio total de quarenta e dois trilhões e setecentos bilhões de dólares. Para ser considerado como rico há que dispor de um ativo financeiro maior do que hum milhão de dólares, enquanto o de um Ultrarrico ultrapassa trinta milhões de dólares (há cem mil pessoas nesta categoria de ultrarricos, que ficam com 36% daquele patrimônio). Benefícios da globalização, cada vez mais os ricos são recrutados nos países emergentes.

Os ricos e ultrarricos vivem de renda. A fortuna deles é notadamente composta de produtos financeiros, ao que se somam os bens imobiliários e o numerário em espécie ou em depósito.

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One Comment
  1. Nota sobre o controle do sistema financeiro
    Um sistema financeiro sem controle social significa que a sociedade foi despossuída do controle da moeda como bem coletivo e elemento fundamental da coesão social. Atualmente, o controle da moeda está em mão dos bancos centrais e dos bancos ordinários. A criação monetária foi posta ao serviço quase exclusivo da reestruturação permanente do capital e da especulação. Daí os entraves que o sistema financeiro impõe ao livre curso das democracias, com as crises das dívidas e com a imposição de medidas de austeridade contra os direitos sociais e trabalhistas – medidas que aumentam as desigualdades sociais, de que a situação recente da Grécia é o exemplo mais cortante.
    Em face de tal descontrole, na esteira da proposta da Taxa Tobin e muito além das microtaxas sobre transações financeiras (TTF), a consciência democrática defende a exigência de um controle coletivo mediante a implantação de taxas elevadas e impactantes sobre os fluxos de capitais especulativos (os que não são aplicados nas atividades da economia real tais como importação, exportação, investimentos), a fim de obter recursos públicos para recuperar da pobreza a cidadania e baixar as desigualdades sociais.

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