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FMI, Empobrecimento, Controle dos Bancos (vista do noticiário).

April 7, 2009


O G20, o FMI e (a falta de ) Regras Internacionais para o Mercado.

Os chefes de governo do Grupo dos 20 (G-20), formado pelas maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento, decidiram triplicar o dinheiro disponível para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e encarregar a instituição, juntamente com o Conselho de Estabilidade Financeira, de acompanhar os mercados e fazer soar o alarme em caso de perigo.

O Fundo aparece como objeto de uma decisão importante e como agente encarregado de cumprir três missões – conter o alastramento da crise, atenuar seus efeitos e participar da supervisão do mercado financeiro.

Afinal, não houve de fato acordo sobre a fixação de regras internacionais para o mercado, porque o governo americano continuou resistindo. Sobrou, no plano internacional, a tarefa de acompanhamento e alerta. O trabalho sobrou para quem tem condições de realizá-lo, mas faltou acentuar esse ponto.

Neomédios e neopobres

Matérias para deprimir e para animar no Estado de S.Paulo e do Globo do primeiro domingo de abril, dia 5. “Crise devolve 563 mil às classes D e E”, segundo o Estadão. “Nova classe média quer manter gastos”, de acordo com o Globo.

A matéria sobre o empobrecimento é baseada em cálculos do pesquisador Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas. Em janeiro, segundo o estudo, a classe C, em expansão há alguns anos, encolheu nas seis maiores áreas metropolitanas do país. O agravamento do quadro, segundo o economista, parece haver-se estancado em fevereiro,

Fonte: Observatório da Imprensa, COBERTURA DO G-20
Faltou mostrar o papel real do FMI, Por Rolf Kuntz em 7/4/2009


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Redução do número de bancos e agências gerou sistema bancário incompleto, diz Ipea

07/04/2009 – 15:45 – Agência Brasil

BRASÍLIA – A redução, nos últimos dez anos, do número de bancos no Brasil – de 230 para 156 – bem como da quantidade de agências bancárias – de uma para cada 8.530 pessoas para uma para cada 10.145 – gerou um sistema bancário “incompleto” no país.

A avaliação foi feita hoje (7) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann.

Segundo ele, a forma como o sistema bancário brasileiro atua acaba contribuindo para que não se reduza a exclusão social no país.

“Temos uma parcela da população que não tem acesso aos serviços bancários, que constituem uma referência em termos de bem-estar social”, disse Pochmann, depois de divulgar o estudo Transformações na Indústria Bancária Brasileira e o Cenário de Crise.

Ele destacou que, além da redução na quantidade de bancos e agências, o Brasil registrou, ao mesmo tempo, uma elevação do custo dos serviços bancários. “Isso fez com que o tomador brasileiro de crédito pague várias vezes mais do que o que seria o custo para o tomador do mesmo crédito em outro país.”

Dados do estudo mostram que o custo dos serviços bancários está relacionado ao grau de competição entre as instituições financeiras. Porchmann explicou que, no cenário brasileiro, como há menos bancos dispostos a competir, os custos e a margem de lucro tendem a ser maiores.

Para ele, é preciso avançar rapidamente na popularização dos bancos. Pochmann atribuiu o fenômeno da “concentração bancária” à redução do papel do Estado no sistema bancário e ao aumento da internacionalização de bancos. “No Brasil, os bancos públicos compensavam essa competição, porque operavam em regiões de menor renda. Seu desaparecimento fez com que essas regiões perdessem o acesso ao banco, uma vez que o sistema privado não tem interesse.”

De acordo com a pesquisa, outro destaque negativo foi a transferência de recursos que serviam de crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para o Sudeste. A região, atualmente, concentra 70% do crédito brasileiro. “Houve um esvaziamento das regiões que anteriormente eram melhor atendidas pelo sistema de bancos públicos e isso é um indicador de exclusão bancária.”

Na opinião de Porchmann, uma das saídas seria replicar a experiência alemã dos chamados bancos comunitários ou regionais, que ajudariam não apenas a difundir melhor o crédito, como também torná-lo mais acessível para a população que atualmente se encontra fora do sistema bancário.

“Tivemos avanço no combate à pobreza e na redução do desemprego, e esses são ganhos importantes, mas insuficientes, porque não vêm acompanhados dos serviços bancários. Na sociedade contemporânea, a população que não tem acesso ao crédito e ao banco está praticamente excluída de um padrão de vida moderno.”

(Paula Laboissière)

Último Segundo


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Enquanto clientes do HSBC, no Reino Unido, pagam 6,60% de juros ao ano em empréstimos pessoais, os clientes brasileiros do mesmo banco pagam taxas de 63,42% na mesma modalidade de crédito. O Citibank também pratica juros bem menores no empréstimo pessoal nos EUA, 7,28%, do que no Brasil, 60,84% ao ano.

Instituição

País

Juro real anual

HSBC

Reino Unido

6,6%

Brasil

63,42%

Santander

Espanha

10,81%

Brasil

55,74%

Citibank

EUA

7,28%

Brasil

60,84%

Banco do Brasil

Brasil

25,05%

Itaú

Brasil

63,25%

Fonte: Dados fornecidos pelas instituições bancárias para os juros e OCDE e BCB para inflação nos países selecionados e no Brasil

Segundo o estudo do Ipea, para empréstimos à pessoa jurídica, a diferença de custo praticada no exterior é menor, mesmo assim mais de quatro vezes mais alta para o brasileiro.

Leia mais:


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Quando o governo dos Estados Unidos anunciou em Fevereiro as novas modalidades de recapitalização dos bancos por parte do governo, temeu-se um caminho para a nacionalização das instituições, com o governo convertendo sua participação em ações ordinárias, com direito a voto.

Embora não seja o caso, quando se olha o alto custo dos juros e serviços bancários no Brasil chega-se a cogitar se Hugo Chávez não terá razão em propugnar pelo socialismo.

Entretanto, como se sabe, o Royal Bank of Scotland (RBS) já é propriedade do Estado britânico em mais de 70%. Devia-se fazer o mesmo com os bancos brasileiros a começar por reduzir as taxas cobrados por serviços no Banco do Brasil, para dar o exemplo de revalorização do crédito individual e fortalecer a economia real.

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